terça-feira, 23 de agosto de 2016

Trotsky, Vargas e o golpismo imperial

A Carta Testamento de Vargas tem absoluta sintonia política nesta experiência trágica que o povo brasileiro está vivendo com o governo golpista de Temer.

Beto Almeida
Foi num dia 20 de agosto como hoje, em 1940, que foi assassinado no México, a mando de Stalin, o fundador do Exército Vermelho e presidente do Soviet de Petrogrado, Leon Trotsty. A lembrança não é apenas homenagem à sua vasta obra e sua vida, que já encontra na TV russa espaços de difusão, como por exemplo, na data de fundação do Exército Vermelho, em que foi transmitido, recentemente, o discurso de Trotsky naquela solenidade. Quem sabe seria uma mensagem de alerta ante as ameaças e agressões que a Rússia vem recebendo da parte do imperialismo e dos países da Otan? Aliás, é admirável a coordenação e cooperação crescentes, na esfera militar também, entre Rússia e China, Russia e Irã, Russia e Síria e a aliança entre Rússia, Irã, Síria e Hezbolah para enfrentar as agressões terroristas apoiadas pelo imperialismo visando o esquartejamento da Síria, tal como se fez antes com a Yugoslávia, o Iraque e a Líbia, neste caso até com o apoio de intelectuais franceses à esquerda ecoando no tempo a política dos comunistas franceses que não entenderam a Revolução na Argélia.

domingo, 14 de agosto de 2016

Quem elege quem?

Cada vez que termina uma eleição sempre ouço de várias pessoas as seguintes perguntas: Por que elegem quase sempre os mesmos candidatos? Como elegem um congresso tão atrasado (às vezes usam o termo “conservador”) que não nos representa?

Para entendermos por que isso ocorre, é preciso analisar por que as pessoas deixam de votar em algum candidato e por que as pessoas, que votam sempre, costumam escolher candidatos já conhecidos ou ligados a esses candidatos conhecidos.

As pessoas que normalmente deixam de votar em algum candidato sempre alegam que não existem candidatos a altura do voto e depois das eleições reclamam que o congresso ficou pior. Não deveriam reclamar, já que deixou

sábado, 6 de agosto de 2016

A LAVA-JATO E O VICE-ALMIRANTE.


Em uma sentença que chama a atenção pela severidade e a ausência de proporcionalidade, o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi condenado, ontem, por um juiz do Rio de Janeiro - com uma decisão que atingiu também a sua filha - a 43 anos de prisão por crimes supostamente cometidos durante as obras da usina nuclear de Angra 3.

O vice-almirante Othon é um dos maiores cientistas brasileiros, um dos principais responsáveis pelo programa de enriquecimento de urânio da Marinha, que levou o Brasil, há 15 dias, a fazer a sua primeira venda desse elemento químico - usado como combustível para reatores nucleares - para o exterior, para uma empresa pertencente ao governo argentino.
Em qualquer nação do mundo, principalmente nos EUA - país que, justamente por ser brasileiro, e não norte-americano, o teria espionado,

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Os "coxinhas" e as demissões no Judiciário

Por Altamiro Borges


Segundo vários relatos da mídia, as marchas golpistas pelo "Fora Dilma" sempre tiveram a expressiva presença dos servidores do Poder Judiciário. Muitos trajavam camisetas e carregavam cartazes com mensagens de apoio ao "justiceiro" Sérgio Moro e à sua midiática Operação Lava-Jato. Eles também revelavam insatisfação com as medidas de ajuste fiscal do governo Dilma. Agora, porém, diante das notícias sobre os planos da equipe econômica do Judas Michel Temer, muitos já devem ter percebido que serviram de massa de manobra para o "golpe dos corruptos" que vai arrochar

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A moderna economia brasileira!

Os economistas sonham, em seus cálculos, uma produção voltada para custo zero. Tentam a todo custo controlar o Estado e suas leis para conseguirem produtos e mão-de-obra com custos mais baixos. Claro que falam isso dizendo que se trata de modernizar a economia e para tanto tentam fazer com que a carga horária seja o maior possível, retirada de direitos trabalhistas e com o salário menor possível para produzir um lucro cada vez maior.

Atualmente, os economistas argumentam que para melhorar a economia é necessário aumentar a carga horária de trabalho (isso visando aumentar o lucro das empresas), retirar direitos trabalhistas alegando que irá criar condições para contratar mais pessoas. Segundo notícias na grande imprensa, aumentando o lucro e retirando custos trabalhistas a empresas irá ter mais lucro e poderá contratar mais.

As contradições começam logo com a história do aumento de carga horária de trabalho! Com o aumento da carga horária de trabalho irá precisar de menos mão de obra e isso deixa evidente que a preocupação é aumentar somente os lucros e retirar direito trabalhistas, alegando que irá facilitar contratar mais pessoas, é apenas mais uma maneira de aumentar os lucros baixando os custos de produção. Retirando direitos trabalhistas os trabalhadores terão menos dinheiro para consumo e o consumo caindo o comércio será obrigado a diminuir o número de empregados e isso provocará um efeito cascata que irá gerar maior desemprego.

Olhando para o passado, na época da colonização e do império, tivemos essa tal economia moderna atual em duas situações: no período da escravidão e logo depois sendo substituído pela mão de obra das imigrações italianas, alemãs e japonesas.

A mão de obra escrava

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Escravos americanos do sul
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Escravo africano
No período da escravidão, os trabalhadores (maioria esmagadora de escravos) não existiam a preocupação de salários com os índios e negros, já que eram considerados

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Escola sem partido é golpe na escola, é o fim da educação livre, plural e democrática!

Com argumentos extremamente desqualificados, mentirosos e perversos, este projeto é um dos maiores retrocessos que o país já vivenciou.

Paulo Pimenta*


Sem dúvida, uma escola sem pluralidade, sem liberdade, sem diversidade, sem inclusão, sem democracia é a escola do pensamento único, da segregação, da discriminação e da repressão. Esse modelo de escola é marca característica de regimes autoritários, de uma sociedade que se assenta sob um sistema de desigualdade e de exclusão e que não permite a educação como prática transformadora que consolide ideais democráticos de igualdade e valorização das diferenças.

Esse é o modelo educacional do qual temos nos distanciado desde o fim da ditadura militar no Brasil (1964-1985), por meio de um percurso que se efetiva com a

sábado, 9 de julho de 2016

O 'Deus Mercado' e a religião capitalista, segundo Jung Mo Sung

Segundo especialista, a narrativa religiosa do neoliberalismo coloca a fé no Mercado como única possibilidade de salvação e culpa os pobres por sua pobreza

Tatiana Carlotti


Os aspectos religiosos do neoliberalismo e o proselitismo na comunicação foram temas debatidos pelos professores da Universidade Metodista, Jung Mo Sung (Ciências da Religião) e Magali Cunha (Comunicação). Eles participaram do seminário “A Metafísica do Neoliberalismo e a Crise de Valores no Mundo”, promovido pelo Fórum 21, no último dia 2 de julho (sábado), no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP).

O evento é o primeiro de uma série de debates voltada à discussão do neoliberalismo hoje. A escolha do tema, explica Anivaldo Padilha, presidente do Fórum 21, deve-se ao caráter

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Em defesa da liberdade de expressão em sala de aula

A escola democrática encontra-se sob múltiplos ataques. Um dos mais graves é o Programa Escola Sem Partido.

Fernando de Araujo Penna

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Constituição Federal de 1988)

A escola democrática encontra-se sob múltiplos ataques. Um dos mais graves é o Programa Escola Sem Partido, que o PL 867/2015 pretende incluir entre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Este projeto sintetiza as propostas do movimento homônimo, que defende que professores não são educadores, mas apenas instrutores que devem limitar-se a transmitir a “matéria objeto da disciplina” sem discutir valores e a realidade do aluno. Ainda segundo eles, a escola

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Lei Rouanet e os segredos da Globo

Por Altamiro Borges

Em mais uma operação cinematográfica, batizada de “Boca Livre”, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) acusadas de desvio de recursos públicos através das isenções fiscais previstas na Lei Rouanet. Segundo as investigações, o grupo mafioso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovar R$ 180 milhões em projetos “culturais”. O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços e produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas feitas às incentivadoras. Entre os presos na Superintendência da PF em São Paulo, estão os donos da produtora Bellini Cultural e o agente cultural Fábio Ralston.

Segundo relato do portal G1, do suspeitíssimo Grupo Globo, “a Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais

sábado, 25 de junho de 2016

A União Europeia ameaça desabar. E agora para a esquerda na América Latina?



União Europeia ameaça ruir. E agora?


por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

“É a segunda vez que minha geração tem a sensação de ´fim-do-mundo-tal-como-o-conhecemos”.

A frase acima é de Antonio Luiz M. C. Costa, e foi retirada do twitter do jornalista – que escreve sobre temas internacionais na revista CartaCapital. Antônio se refere, é claro, à decisão dos eleitores do Reino Unido, de sair da União Europeia.

A primeira vez que nossa geração (dele e minha) teve essa sensação foi quando a União Soviética ruiu, há 25 anos. Agora é a arquitetura política do mundo capitalista que também ameaça desabar.

A decisão dos britânicos, tomada por estreita margem, se baseou num discurso conservador, de ódio aos imigrantes que estariam “roubando os empregos dos britânicos”. A ultra-direita avança, explorando o tema do nacionalismo. Isso é evidente no Reino Unido, nos EUA com Trump, na França e em boa parte do mundo europeu. E aí a política se entrelaça à economia…